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50 anos do 25 de Abril na UTAD

Academia debate liberdade, comunicação e cultura para “recordar abril”

Polo I da Escola de Escola de Ciências Humanas e Sociais acolhe encontro internacional. Foto © UTAD

35 investigadores de universidades nacionais e internacionais vão apresentar, no XXVI Encontro Internacional de Reflexão e Investigação, que decorre entre 23 e 24 de abril na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), 25 comunicações que assinalam os 50 anos da “Revolução dos Cravos”.

Neste evento de investigação académica, promovido pelo Departamento de Letras, Artes e Comunicação (DLAC), a organização pretende “recordar abril a partir dos diferentes olhares e ângulos da comunicação, literatura, artes, língua e/ou cultura”. “Queremos centrar o debate no antes do 25 de abril de 1974 e no que trouxe o pós-revolução para Portugal e para o mundo”, conta ao 7MONTES a pró-reitora para a cultura e serviços de documentação da UTAD, Daniela Fonseca.

Durante dois dias, ouvir-se-á falar na universidade sobre temas como: “Os muitos portugueses do pós-25 de abril”, “O Estado Novo e o cinema: O Pátio das Cantigas”, “Retornados em Vila Real: da integração às pós-memórias”, “Os 50 anos de abril e a terceira modernidade: o neobarroco, a altermodernidade e a hipermodernidade em Válter Hugo Mãe”, “O nosso chão tem sonhos e vontade: análise crítica do discurso multimodal de duas músicas de intervenção, Uma canção a Zé Mário Branco (A Garota Não) e A Tourada (Naifa)”, “Memória histórica, espaço público e comunicação intercultural no cinquentenário de abril”.

“A vasta participação de investigadores é a prova de que vale sempre a pena celebrar abril”, acrescenta a responsável pela organização deste encontro que “é o mais antigo que se realiza na UTAD de forma ininterrupta”, à exceção dos anos da pandemia.

Para Daniela Fonseca, em Portugal, “as manifestações culturais, como o teatro, a comunicação, e a literatura foram fortemente marcadas” pela ditadura, e, mais tarde, pela liberdade conquistada no pós-revolução.

Assim, o XXVI Encontro Internacional de Reflexão e Investigação terá três sessões plenárias, centradas em “(Re)conquistas de abril no palco português” (Ana Clara Santos), “Memórias históricas, espaço público e comunicação intercultural” (Rosa Cabecinhas) e “A língua portuguesa após 1974: dos contextos externos à descrição linguística” (Paulo Osório).

Na literatura, serão abordados vários autores, como José Saramago, Natália Correia, Lídia Jorge, criadores que se evidenciam após a queda do Estado Novo, mas também será dado espaço à reflexão sobre as alterações linguísticas e o impacto na língua portuguesa após o 25 de abril de 74; os conflitos mundiais, que têm palco no leste da Europa e no médio oriente, serão também abordados no contexto da comunicação (por exemplo, a russofobia ou a proibição da Al Jazeera em Israel), para lembrar que “ainda há espaço para a luta pela liberdade”. Por fim, o teatro será abordado como exemplo da libertação da palavra e da expressão que se seguiu à revolução.

 

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