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Escolas de Vila Real

Andebol contra obesidade infantil

Modalidade entrou nas escolas do concelho para combater a obesidade. Foto © CM Vila Real

Em Vila Real, o andebol está a ser usado nas escolas para diagnosticar problemas de obesidade infantil, em crianças dos 6 aos 10 anos, contribuindo para “a criação de estilos de vida saudáveis”. O plano abrange cerca de 1500 alunos do primeiro ciclo do ensino básico da rede pública e privada do concelho e surge pela dificuldade em detetar, precocemente, “problemas de saúde relacionados com o excesso de peso”.

“Usamos o andebol como um meio de motivar as crianças para a atividade física, ao mesmo tempo que recolhemos dados de hábitos alimentares e de prática desportiva que permitem avaliar a condição física das crianças”, refere Adriano Tavares, presidente da Associação de Andebol de Vila Real (AAVR), entidade promotora do projeto de intervenção na obesidade infantil.

A iniciativa já está nas escolas primárias do concelho desde o início do ano letivo, mas só agora foi possível assinar um protocolo de cooperação que envolve, além da AAVR, o município de Vila Real, a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a Federação de Andebol de Portugal (FAP).

Adriano Tavares especifica que os técnicos da associação “estão no terreno a aplicar um protoloco de testes, com recolha de dados e registo no FITescola”, a plataforma de avaliação e aconselhamento, baseada em critérios de saúde, da Direção-Geral da Educação. “A ideia é, através do Andebol 4Kids, um projeto complementar de andebol no âmbito do Desporto Escolar, aumentar o número de estímulos semanais de atividade física das crianças e, com isso, formar os alunos para a adoção de hábitos saudáveis”, acrescentou.

Com o trabalho em rede, plasmado no protocolo, os casos identificados são encaminhados para o sistema público de saúde, prevenindo problemas mais graves. “Muitas vezes, quando os casos de obesidade infantil chegam ao conhecimento do hospital, já é tarde. Estes problemas podem ser evitados ou minimizados, se diagnosticados precocemente”, reconhece Adriano Tavares, convicto de que a pandemia veio “agudizar o problema”.

Sobre o projeto, o vice-presidente da autarquia, com os pelouros da educação e desporto, Alexandre Favaios, destaca “a redução de um conjunto de comportamentos de risco e a promoção de estilos de vida saudáveis” entre os alunos. “Em função da avaliação dos alunos, será possível intervir na promoção do estilo de vida saudável, via prática do desporto, ou através do acompanhamento médico, com o apoio das unidades de saúde”, diz o autarca.

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