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Bragança

Dedos Biónicos: uma brincadeira, traz artistas desde 2007

JULIUS GABRIEL, o artista que atuou no dia 11 de maio, no MINA Cowork e Creative Hub. Foto © DR
JULIUS GABRIEL, o artista que atuou no dia 11 de maio, no MINA Cowork e Creative Hub. Foto © DR

Bandas alternativas de todo o mundo e de vários estilos têm vindo atuar em Bragança pela mão da Dedos Biónicos, empresa de Nuno Fernandes, 45 anos, para quem o princípio orientador do seu trabalho é simples: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”. Parece fácil, mas é com esta convicção que músicos de todo o mundo, vindos de 56 países diferentes, que não tocaram nem em Lisboa nem no Porto, aterram em Bragança para darem espetáculos que mais ninguém em Portugal pôde ver.

Entre os vários projetos e iniciativas que a promotora desenvolve estão os concertos no MINA Cowork e Creative Hub, onde recentemente atuou JULIUS GABRIEL [ver 7MONTES], e as “Matinés ao Domingo”, que surgiram há nove anos de parceria com o Museu Abade Baçal.

Neste momento, ainda se fecham os últimos preparativos para a edição deste ano, mas a tendência será a mesma: trazer diversidade cultural ao distrito de Bragança e permitir que os bragantinos apreciem um tipo de música fora do normal na região.

“São concertos vespertinos, ao domingo, que se estendem pelos meses quentes do ano, sobretudo junho, julho, agosto e setembro. Além das datas programadas antecipadamente, poderá haver outras, porque podem surgir matinés a qualquer momento, mediante a turnê de algumas bandas”, explica o agente cultural.

“Durante vários anos, eu e um grupo de amigos deslocávamos-nos ao Porto e a Lisboa para assistir a diversos concertos, que não aconteciam na região. Assim, numa brincadeira e numa altura em que tinha começado a trabalhar num bar, o Central Pub, decidimos tentar trazer bandas a Bragança. Aproveitamos o espaço e começou a crescer como uma ‘bola de neve’ “, conta Nuno.

Nuno Fernandes, a cara da Dedos Biónicos. Foto © DR
Nuno Fernandes, a cara da Dedos Biónicos. Foto © DR

Da guitarra portuguesa, passando pelo heavy metal, pela música eletrónica e pela chamada world music, os estilos musicais vão variando. “Já trouxemos bandas de todos os continentes, de 56 países diferentes. O género de música é muito diverso”, acrescenta.
Um dos propósitos é o de chamar os “melómanos”, o principal público-alvo destes espetáculos, para apreciarem novas bandas emergentes. Outro objetivo é o de “educar pessoas” a olhar para a música com outros olhos e incentivar a população local a dar outra vida à música da região.

“São pessoas que gostam de música, de bandas emergentes e de novas sonoridades. Mas procuramos também atingir outras pessoas, miúdos ou graúdos, para os quais temos uma programação especial destinada a entusiasmá-los a tocar instrumentos e a seguir a vocação musical”, continua.

Por ser um tipo de espetáculo direcionado a minorias, Nuno diz que o público de Bragança pode ser um pouco “imprevisível”. Apesar de ter acesso a alguns espaços da cidade, Nuno nota alguma “falta de apoio”. Mas não será por isso que deixará de manter e ampliar as suas produções e coproduções na área do som.

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