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Investimento de 3,5 milhões

EcoPark de Vila Flor: vai nascer uma “escola aberta” sobre as alterações climáticas

Pedro Lima, presidente da câmara de Vila Flor, nas imediações do futuro Vila Flor EcoPark. Foto © Rúben Castanheiro
Pedro Lima, presidente da câmara de Vila Flor, nas imediações do futuro Vila Flor EcoPark. Foto © Rúben Castanheiro

Está oficialmente apresentado o EcoPark de Vila Flor. A iniciativa, tornada pública no final de fevereiro durante a Bolsa de Turismo de Lisboa, pretende potencializar o parque de campismo do concelho, a sua piscina, a área vizinha da quinta da Fonte do Olmo, a Barragem do Peneireiro e o mini-zoo. Como peça central de todo o projeto figura o centro interpretativo que pretende ser uma “escola aberta” para a educação sobre as alterações climáticas.

“O ambiente é em todo o mundo uma das principais preocupações atuais. Com a introdução do centro interpretativo, pretendemos estar presentes na consciencialização ecológica e preparados para dinamizar o esforço de conservação”, refere Pedro Lima, 50 anos, formado em engenharia aeronáutica e presidente da Câmara de Vila Flor, que espera ver todas as obras concluídas em 2025, depois de um investimento total orçado entre os 3,5 e os 4 milhões de euros.

Tendo em vista a educação nas áreas da transição energética e da mobilidade elétrica serão celebradas parcerias com instituições do ensino superior, como o Instituto Politécnico de Bragança (IPB ), e com o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF) para que “dentro do parque se ‘respire’ natureza e se ‘respire’ conservação, evitando a poluição por parte de combustíveis”, acrescenta Pedro Lima.

Mas também haverá mudanças no modo de acampar, dado que as tendas deixarão de ser a colocadas diretamente no solo para serem montadas em cima de plataformas, protegendo, assim, o solo e beneficiando a sua conservação. Como as medidas para o espaço a ocupar por cada tenda serão determinadas pela dimensão dessas novas plataformas, Pedro Lima está convicto de que “deixará de haver aglomerados desordenados de tendas, tornando a experiência mais positiva para quem acampa, não só em termos de visibilidade, mas também em termos de privacidade”.

Campismo, autocaravanismo, bungalows, glamping e car tent são algumas das atividades que poderão ser feitas no parque, bem como visitar os animais da reserva. A ideia foi seguir o princípio de “concentrar num único espaço as atividades de alojamento e lazer”.

Criado em 1983, o parque de campismo, tal como a piscina municipal inaugurada em 1983, nunca foi objeto de alterações, requalificações ou atualizações profundas. Mas, diz o presidente da câmara, “assim como as tecnologias sofrem atualizações, também estes espaços se devem adequar ao mundo atual” para que se possam “recolocar no mapa dos campistas”. Para isso conta também com a dimensão do parque que tem “mais de 30 hectares”, extensão que constitui um atrativo suplementar às outras valências: “a conservação ambiental; a paisagem; a gastronomia; os produtos endógenos; e a simpatia da população”. Valências que devem determinar, “mais do que o fator preço”, a escolha por ficar no EcoPark de Vila Flor.

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