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Torre de Moncorvo

Feira Medieval: três dias de reis e rainhas

A animação esteve presente durante o cortejo. Foto © Rúben Castanheiro
A animação esteve presente durante o cortejo. Foto © Rúben Castanheiro

A festa da XI Feira Medieval de Torre de Moncorvo começou por volta das 10h de dia 12 de abril, com um cortejo que juntou centenas de pessoas e estudantes de escolas de diferentes municípios de Bragança e da província espanhola. O trono da rainha e do rei já estão ocupados, mas até a feira acabar no domingo dia 14 vão ser outros a sentarem-se nele. Durante estes três dias, os visitantes podem apreciar réplicas de lutas medievais, competições de cavalos, espetáculos com fogo e recriações históricas.

O tema deste ano é o “Foral Dionisino d’El Rei Povoador” e entre o cortejo de abertura estavam os alunos da Escola Secundária D. Ramiro Salgado, que passaram pela Praça Francisco Meireles, onde se realizaram algumas recriações, e terminaram no adro da Basílica Menor de Nossa Senhora da Assunção, onde se encenaram outros quadros históricos.

Pedro Laginha, um dos dois "D. Dinis" desta feira. Foto © Rúben Castanheiro
Pedro Laginha, um dos dois “D. Dinis” desta feira. Foto © Rúben Castanheiro

“É uma feira fantástica, pequenina, mas em que se é sempre muito bem recebido. É um sítio muito agradável para se estar”, diz o ator Pedro Laginha, de 53 anos, que pelo terceiro ano consecutivo frequenta a Feira Medieval. Teve conhecimento dela através da associação a que pertence, a Espada Lusitana, que faz diversas recriações históricas pelas ruas de Moncorvo. Nos dias 13 e 14, Pedro irá interpretar o papel de rei D. Dinis, enquanto a também atriz Cláudia Silva, irá interpretar o papel de rainha D. Isabel.

“Foi um rei muito importante para Torre de Moncorvo, devido à atribuição do foral. Representar uma figura histórica de Portugal, obriga-nos a procurar cada vez mais informação sobre a nossa identidade, sobre aquilo que é ser português”, acrescenta.

Marco e Sofia, o rei e a rainha do primeiro dia da feira medieval. Foto © Rúben Castanheiro
Marco e Sofia, o rei e a rainha do primeiro dia da feira medieval. Foto © Rúben Castanheiro

No primeiro dia, Marco Romo e a Sofia Abrunhosa, alunos do 12º ano escolhidos por um júri, sentaram-se nos tronos do rei e da rainha. “A seleção foi feita através de um concurso, em que os alunos do 10º, 11º e 12º se vestem tipicamente à época (Séc. XIV), para uma sessão fotográfica. Posteriormente, cada um escolhe uma fotografia e publica no seu Instagram. Depois, cabe ao júri, constituído por cinco membros do Agrupamento de Escolas, escolher quem são os dois protagonistas”, explica Sofia. “É um papel de grande responsabilidade, porque estamos a representar Moncorvo”, diz o “rei” Marco.

Dos 103 expositores que estão na feira, há quem não tenha perdido uma única festa e quem exponha pela primeira vez. A Fundação Francisco António Meireles está presente desde o primeiro ano. Rafaela Roças, 34 anos, psicóloga clínica, é diretora técnica da fundação e sua porta-voz. “A fundação desenvolve sobretudo respostas sociais: uma estrutura residencial para pessoas idosas e uma casa de acolhimento para crianças e jovens em risco. Neste momento, também temos um núcleo de intervenção para vítimas de violência doméstica”, explica. Rafaela reforça a importância da fundação participar nas feiras para estar mais envolvida com as comunidades: “Além de festejarmos com a comunidade, também promovemos a nossa atividade e damos a conhecer os nossos produtos”. Desde trabalhos manuais a fumeiro variado são diversos os produtos que vendem.

Rafaela Roças, a porta-voz da Fundação Francisco António Meireles. Foto © Rúben Castanheiro
Rafaela Roças, a porta-voz da Fundação Francisco António Meireles. Foto © Rúben Castanheiro

Por outro lado, Lilas Chegham e Jeff, oriundos da França e dos Países Baixos, mas vivendo em Portugal há já alguns anos, estão a estrear-se este ano na feira. Vieram de Calde, Viseu, e são autênticos “viajantes do mundo”. “Vim para Portugal para mudar de lugar, sempre fui viajante”, refere Lilas. Trabalham os dois em joias e roupas artesanais, com materiais naturais e estilo élfico. Já tinham estado em feiras de artesanato, mas a primeira experiência medieval foi em Castro D’aire, no ano passado. “Gostamos muito da energia da feira medieval”, diz Lilas que veio até Moncorvo por ser a primeira do ano de que Lilas teve conhecimento. Para o ano prometem voltar.

José Menezes, presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, após a saída de Nuno Gonçalves, por ter sido eleito deputado, referiu, em conferência de Imprensa, que a feira se distingue pela “envolvência das associações e das pessoas de Moncorvo”, e que já há quem diga que neste concelho situado no coração do Douro “se deviam fazer duas feiras medievais por ano”.

Lilas Chegham e Jeff, o casal estreante desta edição. Foto © Rúben Castanheiro
Lilas Chegham e Jeff, o casal estreante desta edição. Foto © Rúben Castanheiro

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