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Aprovação ambiental

Iberdrola recebe luz verde para criar parques eólicos

A Iberdrola viu aprovado, pelo Governo, o projeto para a construção de parques eólicos nos distritos de Braga e Vila Real, com uma potência de 274 megawatts (MW). Em conjunto com as três centrais hídricas da empresa já existentes no rio Tâmega, será o “maior projeto híbrido em Portugal” com uma potência superior a 1.400 MW.

A Decisão de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (DECAPE), para o projeto dos parques eólicos Tâmega Norte e Tâmega Sul, foi favorável. “A Iberdrola obteve a aprovação ambiental final do Governo português para a construção do maior parque eólico do país. A empresa dá assim mais um passo na expansão em território nacional, impulsionando a transição para um modelo económico baseado na descarbonização através das energias renováveis e na independência face aos combustíveis fósseis”, anuncia a empresa, em comunicado.

Os parques eólicos serão instalados até ao final de 2026 em freguesias dos concelhos de Cabeceiras de Basto, Montalegre, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar. O projeto terá uma potência de 274 MW, o que equivale a um consumo de 128.000 habitações e foi concebido para aproveitar o ponto de injeção na rede elétrica já construído no Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET). “A incorporação de energia eólica no SET aumenta a sua contribuição de energia limpa, acessível e competitiva para o sistema elétrico, garantido o fornecimento da quantidade máxima de energia verde autorizada, originalmente, para cada projeto, durante o maior tempo possível”, declara.

A Iberdrola foi responsável por construir e explorar três grandes barragens neste território. A última, do Alto Tâmega, com uma potência de 160 MW, iniciou o enchimento no último trimestre de 2023. As outras unidades do complexo são Gouvães, uma central de armazenamento e bombagem de 880 MW, e Daivões, com 118 MW, que estão a operar comercialmente desde 2022.

De acordo com a elétrica, o próximo passo consiste na solicitação da licença de produção à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). A empresa espera começar a obra em 2025.

De referir que no passado mês de abril, o projeto avaliado inicialmente em 450 milhões de euros foi revisto em baixa para não comprometer a preservação do lobo ibérico.

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