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Mondim de Basto

Leilão das Carnes junta a população de nove aldeias em Travassos

Leilão das Carnes de Travassos reverte para a Capela de Santa Bárbara. Foto: CM Mondim de Basto

Ele há de tudo no Leilão das Carnes que no domingo magro teve mais uma vez lugar em Travassos, mas o fumeiro foi, como tem sido todos os anos, o rei indiscutível de uma festa que reúne gente das nove aldeias da freguesia. “Costumo contribuir todos os anos para o leilão, dou sempre algum fumeiro ou orelheira, que é para ajudar a compor a capela”, confessa Rafael Costa, morador em Travassos, e que sabe da pecuária. A capela de que fala é a Capela de Santa Bárbara.

E é no largo da capela que tudo acontece. No pico da tarde, com o sol a chamar a Travassos muitos e bons convivas, o leiloeiro vai exibindo os géneros recolhidos ao longo da semana pelos mordomos da Santa. A receita será depois entregue à Comissão Fabriqueira que promove as obras necessárias para a conservação do templo de estilo barroco.

Leiloeiro vai exibindo os produtos angariados a fim de serem arrematados. Foto: CM Mondim de Basto

“É assim há muitos anos”, garante Rafael Costa, que ano sim, ano sim, doa para o leilão orelheira ou outras partes do porco que, à semelhança de outros vizinhos, cria durante boa parte do ano para a produção de fumeiro. O principal dinamizador do Leilão das Carnes é, desde há alguns anos, a autarquia local que procura, de acordo com o seu presidente, Bruno Ferreira, conciliar a base tradicional do leilão com um conjunto de iniciativas para “valorização de uma aldeias mais genuínas da serra do Alvão, no concelho de Mondim de Basto”. E são essas iniciativas que levam as comunidades das nove aleias da Freguesia de Bilhó a subirem a Travassos para um grande convívio de roda de doses menos regradas de fumeiro e de outros produtos tradicionais ali expostos em bancas de vendedores locais.

“Queremos manter e valorizar este acontecimento tradicional, um dos mais antigos do concelho, e fazemo-lo através da animação ao longo do dia, da comercialização e degustação de produtos locais, e da fruição da natureza e do espaço envolvente”, refere Bruno Ferreira. Sobre o leilão, o autarca recorda que, antigamente, tal como hoje, as pessoas ofereciam uma parte da sua colheita, ou do fumeiro, para ajudar a compor a capela. Esse é um “objetivo de apoio comunitário que importa preservar”, realça.

De referir que a iniciativa foi antecedida por uma caminhada que ligou as aldeias de Travassos e Covelo, um percurso circular através da natureza e pela história destas aldeias.

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