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Trás-os-Montes

Linha de alta velocidade fora da rede transeuropeia de transportes

Proposta de linha de alta velocidade apresentada ao Governo pela Associação Vale d’Ouro.

A proposta da linha alta velocidade entre Porto e Zamora, com passagem por Trás-os-Montes e Alto Douro, ficou de fora do Plano Nacional Ferroviário (PNF) entregue à União Europeia (EU), confirma a Associação Vale D’ouro, que já pediu esclarecimentos ao Governo.

A Vale d’Ouro participou na consulta pública para o PNF, submetendo um estudo para uma nova linha de alta velocidade entre Porto–Vila Real–Bragança–Zamora, que prevê a ligação à linha de Galiza-Madrid a 35 quilómetros da fronteira.

Luís Almeida, presidente da associação sediada no Pinhão (Alijó), lamenta que o projeto ficasse de fora da proposta apresentada à UE, depois de ter sido considerado “um projeto de interesse comum” para ambos os países. A Vale D’ouro defende, além do novo corredor para a linha de alta velocidade de Trás-os-Montes, que ligaria o Porto a Madrid, também a reativação da Linha do Douro até Espanha.

“Queremos saber porque é que o projeto da linha de Trás-os-Montes não foi incluído no plano”, questiona Luís Almeida, uma vez que “não só existia o compromisso de constar no PNF, como seria considerado de forma equivalente à atual proposta para o corredor Internacional Norte”.

De referir que a proposta identifica uma linha de alta velocidade de tráfego misto, com velocidades até 250 km/h para passageiros e 120 km/h para mercadorias. A ser construída, colocaria o Porto a 43 minutos de Vila Real, a 1h14 minutos de Bragança e a 2h45 de Madrid.

“Temos expectativa de que o Governo em funções possa retificar esta injustiça sobre um projeto que é fulcral para a coesão territorial, integração europeia e desenvolvimento social e económico com vista à neutralidade carbónica”, considera a associação comunicado tornado hoje público.

O Parlamento Europeu (PE), questionado pela Vale d’Ouro, informou que a linha de alta velocidade constituiria “um projeto de interesse comum relacionado com o território de Espanha e de Portugal” e, como tal, “exigiria a aprovação de ambos os Estados-membros de forma a ser legalmente incluída no regulamento da rede transeuropeia de transportes (TEN-T) da UE”.

O porta-voz do parlamento esclarece que o projeto “não foi incluído na versão final do Plano Ferroviário Nacional adotado pelo Governo português em 2022, com base na qual poderia ter sido acrescentado ao mandato do Conselho para as negociações”. “A UE está disponível para dar uma ferrovia competitiva a Trás-os-Montes, assim Portugal o solicite, o que ainda não aconteceu”, sublinha o PE.

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