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Diocese de Bragança-Miranda

“Reconciliação, fraternidade e esperança”: mote das visitas pastorais

D. Nuno Almeida, durante a conferência no Auditório da Misericórdia. Foto © Rúben Castanheiro
D. Nuno Almeida, durante a conferência no Auditório da Misericórdia. Foto © Rúben Castanheiro

Numa noite fria, foram pouco mais de três dezenas as pessoas que preencheram as cadeiras do Auditório da Misericórdia, em  Vila Flor, para ouvir a conferência sobre “Reconciliação, fraternidade e esperança” proferida pelo bispo de Bragança-Miranda, Nuno Almeida, na segunda-feira, 25 de março.

É no momento presente, que nos é oferecido como dom e graça, que se encontram e abraçam a reconciliação que procura desatar os nós do passado, a fraternidade que procura tecer os laços do presente e a esperança que pode abrir os caminhos do futuro”, disse o bispo durante a conferência. 

Nuno Almeida, 61 anos e bispo da diocese há menos de um ano, não tem parado. Anda em visita pastoral, tendo sempre presentes esses três fatores “essenciais para a vida humana: a reconciliação; a fraternidade; e a esperança”. A visita a cada comunidade varia conforme o número de fiéis de cada uma. Assim, tanto pode ter a duração de uma semana como de 15 dias. Este ano, as visitas privilegiaram sobretudo as “paróquias e instituições de Bragança”. 

“Durante esses encontros, que foram muitos, deu para perceber a alegria. Apesar de ser uma cidade com baixa densidade populacional, em termos humanos, culturais e religiosos, essa dimensão está bem presente”, declarou Nuno Almeida.

Nesta Semana Santa, que é um tempo propício a “contemplar Jesus Cristo, que ama até ao fim”, as celebrações na Sé Catedral de Bragança ultrapassam em muito a Liturgia das Horas, que se reza todos os dias. No dia 28 de março, Quinta-feira Santa, às 11h, será a celebração crismal com todos os padres da Diocese, em que terá lugar a Bênção dos Santos Óleos e a renovação dos compromissos sacerdotais. Nesse mesmo dia, às 21h, irá realizar-se a missa da ceia do Senhor. Na Sexta-feira Santa, dia 29, celebra-se a “paixão do Senhor”, a partir das 15h, seguida da procissão do “enterro do Senhor”, às 17h. No sábado, às 21h, tem lugar a Vigília Pascal e no dia 31, domingo, o bispo preside à celebração da missa da Ressurreição, às 11h. Para encerrar, no domingo seguinte, o bispo celebra Eucaristia na Concatedral de Miranda do Douro, algo que também tem sido habitual. 

Em relação ao período da Quaresma, o Bispo remeteu para a importância de “olhar para o interior”. “É um período onde se pode parar e entrar no nosso interior e conseguir perceber as prioridades da nossa vida, através da palavra de Deus”. Além disso, reforça que o “cariz comunitário” também pode pesar nestas alturas, de forma a conseguir perceber-se a “utilidade e o testemunho” de cada um, nas diferentes valências. 

A experiência de Nuno Almeida por Bragança, desde que chegou, tem-se focado sobretudo no “estar com as famílias” e “conhecer as localidades”, a maioria em eventos festivos. Outras ocasiões em que não quer deixar de “estar presente” é em momentos de expressão de solidariedade, como aconteceu em janeiro, com as irmãs de Palaçoulo, após o incêndio que deflagrou no convento.

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