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Linha do Douro

Sete milhões para estudar eletrificação entre Peso da Régua e o Pocinho

Estação da Rede, na Linha do Douro, num troço que ainda não está eletrificado. Foto © Filipe Ribeiro

A Infraestruturas de Portugal (IP) abriu o concurso público para execução do projeto de eletrificação e modernização da Linha do Douro entre o Peso da Régua e o Pocinho (Vila Nova de Foz Coa), no valor base de sete milhões de euros. As propostas podem ser apresentadas até 13 de maio e o prazo de para a realização do estudo e projeto é de 911 dias.

O concurso público internacional para a aquisição de serviços “Linha do Douro – Régua–Pocinho – Eletrificação e Modernização” inclui, ainda, estudos prévios, o desenvolvimento do estudo de impacte ambiental, bem como a integração das recomendações que resultarem dessa avaliação.

A Associação Sociocultural Vale d’Ouro, uma das entidades que defende o investimento na ferrovia da região, congratula-se com a abertura do concurso, receando, no entanto, que “o projeto não seja realizado no âmbito do Programa Nacional de Investimentos 2030”, uma vez que só agora foi lançado o concurso para o seu estudo e projeto. “Mais vale tarde do que nunca. Estamos há mais de duas décadas à espera da eletrificação da Linha do Douro”, refere Luís Almeida, presidente da direção da associação, lamentando que, quando se fala de investimentos ferroviários, “o Douro fique sempre para o fim”.

Luís Almeida acrescenta que, no âmbito da eletrificação desta infraestrutura, as obras no Douro “são as que estão mais atrasadas” e que a empreitada entre Marco de Canavezes e Peso da Régua continua, ainda, por adjudicar. “É incompreensível que, no que diz respeito ao Douro, tudo demore sempre muito tempo”, aponta. A associação, com sede no Pinhão, que atua na área cultural e social, sublinha que Trás-os-Montes e Alto Douro é “a região da Península Ibérica com maior saldo energético”, sendo que a eletrificação desta linha férrea “permitirá atingir a neutralidade carbónica”, num território que vive, essencialmente, da produção vitivinícola.

A Linha do Douro está eletrificada entre Ermesinde e Marco de Canaveses e, em janeiro, terminou o prazo do concurso público internacional, lançado pela IP e prorrogado por duas vezes, para a obra de eletrificação do troço Marco – Régua, num investimento de 118 milhões de euros.

“Quantos mais anos terá o Douro que esperar para que seja reposta a justiça na região e o transporte ferroviário volte a ser uma opção sustentável?”, atira o presidente da Associação Vale d’Ouro.

A reativação da Linha do Douro entre Pocinho e Barca D’Alva (junto à fronteira com Espanha), um troço de 28 quilómetros desativado em 1988, já tem o estudo prévio e o projeto de execução de reabilitação praticamente concluído, sendo que se estima que o custo da reabertura rondará os 70 milhões de euros.

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