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Rede Casas do Conhecimento

Todos os meses um novo livro para ler e debater

Última sessão da Comunidade de Leitores decorreu em Montalegre. Foto © CM Montalegre

“O Botequim da Liberdade”, livro de Fernando Dacosta que aborda a vida de Natália Correia através do seu bar de Lisboa com aquele nome, foi o mote para mais uma sessão da Comunidade de Leitores da Rede Casas do Conhecimento (RCdC), que teve lugar em Montalegre. Este “serviço comunitário” surgiu em 2019, fruto de uma iniciativa da iniciativa da Universidade do Minho (UM) com o objetivo de dinamizar culturalmente as comunidades das localidades aderentes.

Estamos em abril, mês da liberdade. No ano e no mês em que se comemoram os 50 anos da “Revolução dos Cravos”, o livro biográfico de Natália Correia, escritora, jornalista, dramaturga e poetisa, que, a partir do bar “Botequim”, marcou Portugal no século XX, foi apresentado nesta quarta-feira por Assunção Anes Morais, presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes, com a presença de três dezenas de pessoas.

“Trata-se de uma iniciativa mensal que acontece todas as terceiras quartas-feiras do mês”, esclarece ao 7MONTES Gorete Afonso, bibliotecária e chefe de divisão de cultura e educação do Município de Montalegre, um dos aderentes da rede. No âmbito da Comunidade de Leitores, os técnicos responsáveis por cada município fazem a sugestão de uma obra, para depois, de modo presencial ou remotamente, por meios digitais, “oferecer esta mais-valia à comunidade”.

“Temos a responsabilidade de sugerir a obra e fazer o convite à pessoa, ou entidade, que a vai apresentar”, refere Gorete Afonso, que acrescentou Assunção Anes Morais à lista de individualidades que já estiveram presentes em diferentes sessões, como Pilar del Rio, que falou de “Ensaio sobre a Cegueira”, de Saramago, o físico e professor Carlos Fiolhais, mas também os escritores Válter Hugo Mãe e Mário Cláudio.

Em Montalegre, a Comunidade de Leitores é dinamizada através da Biblioteca Municipal e permite a partilha e aquisição de conhecimentos. “Através dos livros, é possível a promoção e desenvolvimento das comunidades”, defende a responsável local pela iniciativa.

A RCdC caracteriza-se “pela convergência de pessoas, tecnologias e outros em ordem a  desenvolver uma intervenção articulada e concertada no território que os une”. O objetivo é “ampliar o impacto que cada Casa do Conhecimento pode produzir no seu contexto local de atuação e na construção de uma sociedade mais inclusiva e participativa”.

Com esta “relação de ganho bidirecional”, a academia consegue aproximar-se das comunidades que fazem parte da rede e partilhar com elas o conhecimento que resulta do debate e promoção das obras. “Temos a possibilidade de estarmos cerca de hora e meio a falar da obra, a ter acesso a novos conhecimentos e novas visões”, diz Gorete Afonso.

Os encontros regulares da Comunidade de Leitores da Rede Casas do Conhecimento acontecem todos os meses em nove municípios do Norte, incluindo Boticas e Montalegre, no distrito de Vila Real.

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